A medalha e a espiritualidade de São Bento

Curiosidades

Uma piedade muito conhecida é o uso da medalha de São BentoEssa medalha remonta ao século XVII e é cunhada tendo de um lado a imagem do Santo, com um cálice do qual saem uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento das quais São Bento saiu milagrosamente ileso.

O outro lado da medalha apresenta uma cruz e, entre os seus braços, estão gravadas as iniciais CSPB, que em latim querem dizer Crux Sancti Patris Benedicti, que em português significam: Cruz do Santo Pai Bento.

– Na haste vertical da cruz encontramos as seguintes iniciais:
CSSMLCrux Sacra Sit Mihi Lux (em português: A Cruz Seja Minha Luz).

– Na haste horizontal podemos ler:
NDSMDNon Draco Sit Mihi Dux (em português: Não seja o dragão o meu guia).

– Bordeando a medalhinha, podemos encontrar as seguintes iniciais:

VRSNSMVVade Retro Satana. Nanquam suade mihi Vana (em português: Retira-te Satanás, Nunca me aconselhes com suas vãs!)
SMQLIVBSunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas (em português: É mau o que ofereces; bebe tu mesmo os teus venenos!)

Os católicos usam essa medalhinha no intuito de receberem proteções especiais por intercessão desse grande Santo. Vale lembrar que não se deve usar como um amuleto ou algo que dê sorte, como uma espécie de objeto mágico. Essa medalhinha deve levar o fiel a aprofundar-se na sua fé e na sua confiança em Deus.

Uma prática muito boa é rezar todos os dias as frases que a medalha traz, que manifestam explicitamente uma adesão pessoal à cruz de Jesus e uma forte repulsa a tudo que vem do demônio.

 

Espiritualidade de São Bento

Esse Santo teve uma grande influência na vida da Igreja e do mundo. Sua espiritualidade monástica se alastrou por todo o mundo, por sua conhecida capacidade de adaptação, sua flexibilidade. Foi em Montecasino, na Itália, onde São Bento escreveu a sua Regra Monástica, texto no qual podemos encontrar o que o Santo buscou que os monges vivessem, para conseguirem alcançar a santidade.

“Ao avançar na vida monástica e na fé, aumentando a capacidade de amar pela doçura de um amor inefável, a alma voa pelo caminho dos mandamentos de Deus”.

O chamado geral da Regra de São Bento pode se resumir nas seguintes palavras: “Vamos instituir, então, uma escola de serviço divino” (Regra, prólogo). Com essa frase, o santo convida seus monges ao aprendizado do caminho de seguimento do Senhor, que se realiza no combate espiritual por viver a obediência ao Plano de Deus.
Esse chamado é difícil e, ao mesmo tempo, sereno, porque progressivamente se assumem exigências que não são fáceis ao começo, mas que pelo amor se fazem mais fáceis e são causa de grande alegria, possibilitando que se assumam novas responsabilidades.
“Ao avançar na vida monástica e na fé, aumentando a capacidade de amar pela doçura de um amor inefável, a alma voa pelo caminho dos mandamentos de Deus” (Regra, Prólogo). Essa visão equilibrada é a chave para a ampla difusão do estilo monástico beneditino no Ocidente.
O desafio de viver o trabalho cotidiano e as atividades apostólicas em uma constante atitude de oração não é novo, como poderia parecer, pela dificuldade dos dias atuais. Já antigamente, outros mestres espirituais procuraram solucionar esse problema, como por exemplo São Bento, em sua célebre Regra.
A oração e o trabalho são inseparáveis na vida do monge beneditino: A oração o acompanha em todo momento, tanto nos momentos fortes, em que a comunidade se reúne para salmodiar o ofício, quanto nos momentos de meditação pessoal ou no meio do trabalho cotidiano, fazendo que ele mesmo seja uma oração. Esse desejo provém de uma antiga tradição do monacato cristão, que possuí raízes no século III e que busca responder ao chamado do Evangelho de “orar em todo o tempo sem desfalecer” (Lc 18,1) e “orai sem cessar” (1Tes 5,17).

 

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